Um passo de cada vez…

Tão provável que tudo que acontece me faria escrever, por toda intenção que tenho, poderia escrever muitas, se não exageradas e demasiadas faces de um único sentimento que talvez você sinta. Reluto apenas, que você me entenda em algumas poucas e talvez suficientes linhas para que fique claro: não é difícil ser feliz.

Tanto escutei, tanto tive que ouvir de cabeça baixa que eu vivia de passado. Escutei de quem não devia, de quem deveria manter o silêncio (pela unânime paz), mas escutei de quem sempre quis o meu bem. Não por eles, mas por mim, uma decisão. Por que continuar aqui, se me faz mal? Mais do que necessário a distância. Não só por isso, eu precisava pensar. Fazia tempo que já não pensava mais em mim. A confusão que mantinha constante na minha mente, fazia com que um gigantesco ponto de interrogação surgisse, tintilando: o que eu estou fazendo aqui, ainda? Uma escolha que não possuía opções, seguir em frente.

Foi quando, sem procurar nem perseguir motivos para conhecer alguém que me fizesse feliz, eu conheci. Num acidente quase proposital, sem acasos apenas destino, nós. Meu medo sempre foi de transparecer o que sinto. De parecer quase carência e querer que tudo aconteça rápido demais. Um dia desses descobri que o tempo é como uma arma quieta e silenciosa mas que sempre ameaça. Que está sempre ali pra apontar que cada segundo pode ser um desperdício mas pode ser necessário. Sabe o medo precipitado? De dizer eu te amo sem realmente sentir? Ainda é cedo demais para amores. Já errei tantas outras vezes por desejar quando o tempo ainda não desejava. Resolvi, por precaução, me deixar levar pelo tempo. Esperar a hora certa e inusitada de ouvir, e o mais importante, acreditar num eu te amo.

Não existe amor em três meses, não existem verdades e ‘para sempres’ que surjam e durem em tão pouco tempo. Você pode acreditar, você pode sentir, mas o tempo leva tudo isso. Por isso quis, mais uma vez, o silêncio. Estampar um sorriso, quando naqueles meros segundos antes que os lábios se toquem, ao ouvir eu te amo. Não concordar, nem discordar, apenas aceitar. Feliz dessa forma, realizada nas medidas certas. Sentindo surgir, gradativo, o sentimento. Porque eu poderia me importar no que o veste ou os lugares que ele frequenta. Mas preferi me encantar pela sua (e também minha) música favorita, o seu sorriso, suas mãos, seu cabelo bagunçado. Seu perfume, o jeito com que ele me abraça e me faz feliz. Uma opção minha, escolha desnecessária porém certa, sentir pelo ser e não pelo ver.

Não perseguir motivos para sentir logo os efêmeros efeitos de uma nova paixão. Deixar apenas esquentar e apenas crescer o sentimento que há tanto tempo deixei congelado dentro de mim. Esquecer que existem defeitos, mas enxergá-los também no auge da felicidade. Não há motivos que eu sonhe, se a realidade me contenta agora. Mas não preciso abrir os olhos e viver com os pés no chão. Só percebi que às vezes tudo que te machuca não passa de aceitar uma opção que não é a única. É possível mudar e seguir em frente. Mesmo que canse ser julgada e criticada o tempo todo. Não é difícil ser feliz, desde que não queira isso imediatamente. Passei a viver cada momento, sem querer ser feliz em cada segundo. Deixei de julgar, para então sentir as mais belas essências de alguém tão importante. Foi quando eu fechei os olhos e abri meu coração, descobri que o amor é cego, mas que é o melhor sentimento do mundo, ah isso é!

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s